FLIMA e FLIMINHA | 2026 – ATIVIDADES COM INSCRIÇÃO PRÉVIA

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

•⁠  ⁠É permitida 01 inscrição online por CPF. 

•⁠  ⁠A inscrição online tem validade até o horário do início da oficina. Após o início, as vagas remanescentes serão disponibilizadas para a fila de espera, não garantindo a entrada após o início da oficina. Recomendamos chegar com pelo menos 15 minutos de antecedência e se encaminhar ao credenciamento, para a informação da sala onde ocorrerá a oficina. Por favor, fique atento ao horário de início das atividades.

SÁBADO (5) - 10h30

OFICINA 
PRODUZINDO UM EX-LÍBRIS - A JOIA DO LIVRO 
Com Fábio Sapede
PÚBLICO: Adultos e jovens  a partir de 14 anos 
DURAÇÃO: 3h 

VAGAS: 20

INSCRIÇÃO SYMPLA

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Fábio Sapede – A oficina propõe a criação, pelo participante, de um Ex-Libris, em xilogravura, incluindo conceituação, gravação e impressão. O termo Ex-libris origina-se da locução latina ex libris (dentre os livros de, dentre os livros pertencentes a), e refere-se a uma identificação que é normalmente colocada nas primeiras páginas de um livro e determina sua propriedade. Este conceito é tão antigo quanto os próprios livros. Sua forma atual remonta-se ao século XV, onde artistas ligados à gravura eram contratados para produzir essas “marcas”, inicialmente restrito a bibliógrafos e instituições. Sua difusão se deu a partir do século XVI, junto com a popularização do livro impresso, fazendo com que ele atraísse a atenção de vários artistas e, consequentemente, levando sua feitura a ser vista como um ramo das artes plásticas, que privilegiava a gravura em suas diversas modalidade.

FÁBIO SAPEDE
“Venho trabalhando com desenho e gravura há pelo menos 40 anos.  Frequentei a escola de desenho e arte Augusto Esteves em Guarulhos, sob comando de José Ismael e o ateliê de gravura da Arriete Chain onde refinei as técnicas da gravura em metal. A partir de então passo a me dedicar quase que exclusivamente à Gravura. A partir de 1995 frequentei o ateliê da Fundação Cultural Cassiano Ricardo de São José do Campos, coordenado por George Gutlich. Em 1998 fundamos juntos o ateliê De Etser. Ministro cursos e oficinas de gravura em diversas localidades.”

SÁBADO (5) - 14h30

OFICINA 
OFICINA DE ESCRITA MANIAS DE FAMÍLIA
Com Índigo Ayer
PÚBLICO: Crianças entre 9 e 12 anos 
DURAÇÃO: 60 minutos 
VAGAS: 20

INSCRIÇÃO SYMPLA

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Toda família tem suas manias. Quando prestamos atenção nas manias da nossa família, percebemos que também temos as nossas. Muitas vezes reproduzimos manias dos nossos pais, avós, irmãos ou até parentes distantes que nunca conhecemos. Nessa oficina você terá a oportunidade de começar um precioso “Relatório de manias”. Com a ajuda de um questionário, você vai identificar algumas das suas manias e entender se ela tem alguma utilidade na sua vida. Uma oficina para você se conhecer melhor e treinar a sua escrita tendo como matéria-prima as suas próprias manias. Vantagens de participar da oficina: jovens que fazem essa oficina diminuem o risco de virarem adultos cheios de manias! A proposta é baseada no livro de mesmo título da autora, publicado pela editora Ciranda na Escola (2021).

ÍNDIGO AYER
Índigo Ayer é escritora e roteirista. Publicou seu primeiro livro, Saga animal, em 2001 e, desde então, já lançou mais de 40 obras para crianças, jovens e pessoas que não se consideram 100% adultas. Vive em São Lourenço da Serra, onde também oferece retiros de escrita.

PARA A PRODUÇÃO
MATERIAL NECESSÁRIO PARA A OFICINA:
• 20 pranchetas para apoio
• Papel sulfite, caneta hidrográfica, lápis e borracha
• Microfone headset, se for na tenda. Se for numa sala de aula, não precisa.
• Quanto aos livros “Relatórios de manias”, a autora levará exemplares.

SÁBADO (5) - 15h

WORKSHOP
BONS LIVROS ENSINAM A LER: DESPERTANDO O OLHAR PARA O TRABALHO COM A LEITURA NA ESCOLA 
Com Denise Guilherme 
PÚBLICO: Educadores e demais interessados em literatura infantojuvenil
VAGAS: 35
DURAÇÃO: 2h

INSCRIÇÃO SYMPLA

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Os livros para crianças são mediados por muitos adultos: somos nós que escrevemos, ilustramos, editamos, publicamos, vendemos e, em muitos casos, decidimos a compra deste objeto para as crianças. E são diversos os critérios que utilizamos para essas escolhas, especialmente aqueles que estão relacionados ao que chamamos de qualidade estética e literária ou adequação à faixa etária. Partindo da premissa defendida por Meek (2011), de que os bons livros ensinam a ler, esse workshop tem como proposta apresentar aos professores recursos para análise e seleção de obras para o trabalho com a literatura na escola, com foco nos elementos literários dos livros por meio de diferentes instrumentos de mediação. A partir de uma seleção de obras, os participantes serão convidados a despertar o olhar para encontrar as chaves de leitura, refletindo sobre o potencial deste recurso para a formação de leitores na escola.

DENISE GUILHERME 
Denise é fundadora de A Taba, referência nacional em curadoria de literatura infantil e juvenil e em programas de formação leitora. Escritora e educadora com mais de 20 anos de experiência na formação de professores. É Mestre em Educação e Doutoranda em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP. Diretora Pedagógica da Árvore e Coordenadora do Curso de Pós-graduação  Literatura para Crianças e Jovens no Instituto Vera Cruz. Autora do Livro Currículo Literário: um caminho para a formação de leitores na escola.

SÁBADO (5) - 15h30

OFICINA ESCRITA NÔMADE
Com Reynaldo Damazio
PÚBLICO: Pessoas interessadas em processos de escrita
VAGAS: 35
DURAÇÃO: 2h
LOCAL: Escola

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Oficina de escrita criativa que parte da experiência dos participantes em relação com o território e seu deslocamento. Palavra como mapeamento afetivo e pertencimento. Cada um de nós é lugar e texto, que se instituem como corpo em movimento, memória e devir, trama em trânsito. Leituras e caminhada estimulam a produção de poemas ou prosas breves, que serão lidas em grupo no final da atividade. Algumas das referências da oficina são Rebecca Solnit, Francesco Careri e Marília Garcia.

REYNALDO DAMAZIO 
Reynaldo Damazio é editor, crítico, tradutor, palestrante, curador de eventos literários e mediador de oficinas de escrita criativa. Mediou oficinas e cursos no MAM, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca, SESC, Casa da Palavra de Santo André,  Escrevedeira, Senac, entre outros. Criou em 2012 o programa formativo Clipe (Curso Livre de Preparação de Escritores) no museu Casa das Rosas, que coordena até hoje. Autor de "O que é criança" (Editora Brasiliense), "Nu entre nuvens" (Ciência do Acidente), "Horas perplexas" (Editora 34), "Crítica de trincheira: resenhas" (Giostri Editora), "Movimentos portáteis" (Kotter Editorial) e “Poesia Concreta” (Impressão de Minas), entre outros.

DOMINGO (6) – 14h30

OFICINA DE ESCRITA MEMORIAR, ESQUECER: DIÁSPORA, ESCRITURA E FABULAÇÃO
Com Nina Rizzi
PÚBLICO: Escritores, estudantes, pesquisadores, artistas e pessoas interessadas em processos de escrita, memória e literatura.
CAPACIDADE MÁXIMA: 20 pessoas
DURAÇÃO: 2h
LOCAL: Escola

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A oficina propõe um espaço de investigação e criação literária que toma a memória e a diáspora não apenas como temas, mas como metodologias de escrita e resistência. Diante de apagamentos históricos, a literatura se firma como um território de disputa e cura, onde o ato de "memoriar" exige também lidar com as lacunas e com o “memoricídio”. A partir das contribuições teóricas de intelectuais e artistas negras e do pensamento diaspórico, a poeta nina rizzi convida as pessoas participantes a tensionar a linearidade ocidental da narrativa canônica. Por meio da fabulação crítica, a oficina estimula a criação de escritas corporificadas, que partem da memória coletiva e pessoal e suas lacunas para construir novas cartografias textuais e poéticas. É um chamado para transformar o arquivo, a oralidade e as ausências em matéria criativa.

nina rizzi 
nina rizzi é escritora, tradutora, professora e pesquisadora. Sua atuação cruza memória, artes visuais, literatura e educação, com atenção às relações entre gênero, raça e classe. É autora de livros como tambores pra n’zinga, diáspora não é lar e obras para as infâncias, além de ter traduzido autoras e autores como bell hooks, James Baldwin e Alice Walker.

PARA A PRODUÇÃO
MATERIAL NECESSÁRIO PARA A OFICINA:

• Sala de aula ou espaço de oficina com mesas dispostas para escrita e cadeiras;
• Computador com acesso a projetor (data show);
• Sistema de saída de som (para reprodução de áudios e vídeos);
• Quadro branco ou flipchart (opcional, mas recomendável);  
• Material básico para os participantes: papel e caneta/lápis.

DOMINGO (6) – 15h

WORKSHOP
LITERATURA E MEDIAÇÃO PARA CRIANÇAS E JOVENS

Com Débs Monteiro
PÚBLICO: Educadores e demais interessados em literatura infantojuvenil
VAGAS: 35
DURAÇÃO: 2h
LOCAL: Escola

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As pessoas são convidadas a debaterem a mediação de leitura na perspectiva decolonial, (re)conhecendo 20 livros de autoria feminina, negra e indígena que são colocados em circulação para leitura ao longo do encontro, oportunizando a criação de planejamentos de mediações de leitura em busca de conexões entre a literatura dedicada às criançaS e aos jovenS e as diversas possibilidades de existência que compõem o cenário brasileiro. 
O encontro formativo tem caráter reflexivo, que articula leituras, pesquisas e fazeres relacionados às práticas de mediação de leitura indicadas para crianças e jovens. Questões mediadoras das discussões:
Como a leitura é atravessada pela colonialidade?
Por que precisamos questionar os modos de leitura a que estamos submetidos?
Quais mediações de leitura produzem outros imaginários?

A oficina está alinhada às leis 10.639 e 11.645, movimentando práticas relacionadas ao estudo da história e cultura afrobrasileira, africana e indígena para a atuação em sala de aula; e à lei 14.986, que tornou obrigatória a inclusão de estudos sobre as contribuições, vivências e conquistas das mulheres nos currículos do ensino fundamental e médio em todo o Brasil. No encontro as pessoas são convidadas à criação de trabalhos inclusivos e plurais, a fim de movimentar outras delimitações epistemológicas, colocando em debate as perspectivas lineares sobre o tempo, o enrijecimento das fronteiras espaciais e as visões desenvolvimentistas acerca das aquisições de conhecimento.

Objetivos:
Compreender os conceitos de modernidade/colonialidade
decolonialidade.
Relacionar os modos de leitura com as perspectivas coloniais e decoloniais.
Compreender as diferentes concepções de linguagem, leitura e leitor e relacioná-las à produção de subjetividades.
Apreender caminhos e desvios para mediações decoloniais de leitura.

DÉBS MONTEIRO

Débora Nobre Monteiro atua como jornalista, produtora cultural, mediadora de leitura e educadora social em projetos de literatura, audiovisual e educomunicação. Tem formação acadêmica em Comunicação Social/Jornalismo (2005 - 2009) pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Comunicación Audiovisual (2008) pela Universidad de Salamanca, e Pós-Graduação em Jornalismo (2010 - 2011) pela Faculdade Cásper Líbero. Em dezembro de 2025 concluiu a pós-graduação em Gestão de Territórios e Saberes pela UFF (Universidade Federal Fluminense).
Integrante da Coletiva Aya narrativaS: https://www.instagram.com/ayanarrativas/
Coordenadora de Comunicação do projeto “Residência Literária Aya narrativaS”, financiado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), por meio do Governo de Mato Grosso / SECEL-MT.

DOMINGO (6) – 17h

OFICINA DE ESCRITA FICÇÕES SÚBITAS
Com Natália Zuccala
PÚBLICO: jovens e adultos interessados na escrita literária. Não é necessário experiência prévia.
VAGAS: 20
DURAÇÃO: 60 minutos
LOCAL: Escola

INSCRIÇÃO SYMPLA

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A partir de estímulos trazidos pela autora Natália Zuccala, os participantes da oficina serão convidados a elaborarem ficções súbitas, isto é, micronarrativas que, dada sua brevidade, ganham em força e impacto. Serão trabalhados os elementos da narrativa (como personagem, espaço, tempo e narrador) como base para essa escrita. Além disso, também se discutirá a noção de conflito como estruturador do enredo e a linguagem literária. A expressão ficção súbita foi traduzida pela autora Andréa del Fuego, a partir do termo inglês sudden fiction, recolhido por Ana Maria Shua.

NATÁLIA ZUCCALA
Natália Zuccala é escritora, professora e psicanalista. Formada em Letras pela USP, é autora dos romances Cheia, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura, Estela a esta hora e Ainda não, além do livro de contos Todo mundo quer ver o morto. Sua escrita investiga relações, afetos e subjetividades.

PARA A PRODUÇÃO
MATERIAL NECESSÁRIO PARA A OFICINA:
• Computador e telão para projeção de modelos de micronarrativas ou impressão desses textos para os participantes.
• Papel sulfite, lápis, borrachas e canetas para a escrita.

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